
Dom Orani parte de Belém do Pará deixando saudades e um espírito novo na Arquidiocese. Espírito de respeito, abertura e diálogo.
Como paroaras briosos, nos orgulhamos de oferecer à Arquidiocese do Rio de Janeiro um prelado que dignifica o episcopado brasileiro. Belém tem a dita de receber bons bispos e vê-los promovidos a sés com mais prestígio.
As promoções para sólios ilustres começaram no século XVIII, com Dom Frei Caetano Brandão que foi para a sé primacial de Braga, em Portugal. Este foi tão bom que mereceu monumento no centro da cidade de Belém. No século XIX, Dom Macedo Costa foi nomeado primaz do Brasil, indo para a Arquidiocese de São Salvador da Bahia. Ainda no século XIX, Dom Jerônimo Tomé da Silva foi transferido para Salvador, onde governou por 31 anos. No século passado foi a vez de Dom Jaime que de Belém saiu Barros Câmara e no Rio virou Cardeal de Barros Câmara. O que é provável que aconteça ao nosso amado Orani João que ficará Cardeal Tempesta.
Dom Orani deixa saudades por onde passa. Em 1997, quando foi nomeado bispo de Rio Preto, o anúncio tomou forma solene nas palavras de Dom Luigi Rottini: «O vosso e meu bom pai, por vontade de Deus, foi elevado a um ofício superior». São palavras que ecoam nos séculos do monaquismo cisterciense. São Bernardo usou estes termos em situação similar no século XII.
Saudades e alegrias em Rio Pardo, em Rio Preto, em Belém do Pará. O Rio de Janeiro alegre-se porque recebe um homem santo, inteligente e prudente – combinação rara nestes tempos de fast-food.


Celebra-se hoje, em algumas denominações cristãs, a festa de todos os santos.