rvores me trazem à memória imagens da infância e de tantos momentos da vida. As primeiras que vi em minha existência, por certo, foram plantadas pelas mãos de meus pais, no bairro do Guamá, em nossa casa na Rua Liberato de Castro. Uma ameixeira (Syzygium cumini) pontificava no terreno, acolitada por goiabeiras e jambeiros. Cada uma traz alguma recordação: as goiabeiras não davam conta da demanda, não me lembro de alguma ter virado doce; o jambeiro em flor enfeitava o chão com suas pinceladas de intenso róseo; as ameixas tingiam de sabor as línguas e os caminhos.
oje , em Brasília, passeio por calçadas salpicadas pelo violáceo do Jamelão – outro apelido da Syzygium cumini – e me dou a procurar os meus irmãos, por entre os galhos a catar seus frutos. Não pulei nos galhos, era medroso, mas os frutos ainda tingem minhas lembranças de alegria.
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As árvores de tua memória estão preciosas,senti cheiro e sabor.Cheiro de amor e doce saudade de quem teve e soube guardar as lembranças.Não pulastes os galhos,mas retivestes a essência do fruto que como bem dizes :elas nos falam da beleza da concepção.