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Fenavinho

In Nacional, Opinião on sábado, 28.02.2009 at 23:43

vinho

Estive na Festa dos Vinhos do Brasil (Fenavinho 2009). Inebriante! Não teria termo mais apropriado para esta celebração da vitivinicultura brasileira.

Em Bento Gonçalves a hospitalidade e a capacidade de receber turistas – coisas bem distintas – se complementam com encanto e profissionalismo. Dá vontade de se demorar na cidade, dá vontade de voltar, dá vontade de morar lá. Cheguei com o propósito de permanecer dois dias; fiquei nove, e não vi tudo, não saboreei tudo.

A Fenavinho é o evento da vitivinicultura. Tudo celebra as delícias de Dionísio. A cidade é uma festa em si. É bom organizar-se. A agenda comporta visitas a vinícolas, cursos de degustação, boa mesa e boa conversa. Para os heróis, tem rafting, tirolesa e outras aventuras na natureza.

Faltaria com a justiça se não mencionasse a empresa que me fez aproveitar melhor as belezas e delícias de Bento Gonçalves: Opzionne Turismo, do competente Douglas Guimarães. Cheguei sem lenço, sem documento e quando me dei conta, era um aprendiz de Radicci, tomando sopa de capeletti, comendo polenta frita, carne lessa, galeto primo canto, pieno, bebendo vinho e bebericando graspa

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Degustação – Durante a festa, há cursos de degustação. O que é um bom começo para ser um bom bebedor. Para aprendizes de enochatos, é bom lembrar que o certificado recebido é de «Amigo do Vinho Brasileiro», e não de Grand-Somellier da Casa Imperial. Eu prefiro as degustações nas vinícolas.

Enogastronomia – Para os eleitos tem o Almoço Enogastronômico, com harmonização de um sommelier. Mas é só para sócios.

Vindima – A paixão pelo vinho nos leva aos mais variados caminhos. Um deles é o de pisar as uvas para o preparo do vinho à moda antiga. É prazer que se sente a partir da planta dos pés e percorre todos os sentidos. Para os aficionados, há programas bons. Não se preocupe em ir ao podologista antes.

Ópera – Situações, histórias e aventuras do vinho inspiram a «Ópera Popular do Vinho». Espetáculo a céu aberto que narra a epopéia do vinho do tempo das cavernas às terras gaúchas. Impressiona os recursos cenotécnicos, com toques de Parintins . Música e integração cênica são coisas a resolver. A incorporação da paisagem natural – com 16 árvores ao fundo – carrega de emoção e realismo a chegada dos colonos italianos. É espetáculo grandioso. Arrisco dizer que há momentos que dá impressão de ter mais gente no palco do que na platéia.

Humor – Uma divertida exposição de cartunistas inspirados pelo bom vinho. A mostra «Humores do Vinho» apresenta artistas do estado, dentre os quais o meu predileto: Iotti, criador do Radicci.Espero que publiquem um álbum.

Cinco sentidos – Na exposição «Os Sentidos e o Vinho», o visitante descobre as características do vinho através dos cinco sentidos. Educativo e divertido.

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